domingo, 28 de dezembro de 2008

um bocado em muito poucas palavras

Eu me afastei para longe porque te amava demais. É normal, evidentemente, ficar ao lado de uma pessoa amada, mas eu fiz o oposto. Foi porque eu já tinha começado a desdenhar do amor apaixonado entre duas pessoas.
Meu coração sofreu o mesmo ferimento, naturalmente, se isso siginifica alguma coisa, pois eramos duas almas rasgadas, ou dois corpos, se quiseres, ou, na verdade, duas almas em um corpo. Meu ferimento não sarava, ficou inflamado e terrivelmente doloroso até que acabou gangrenado e fiquei menos sensível à dor.
Tenho andado em tuas pegadas. Ou talvez devesse dizer que tenho retraçado nossas velhas trilhas.
Será que de vez em quando ainda sinto falta de ti? Será que as lembranças tuas e de nossos velhos "hábitos" retornam em sonhos?
O que tenho em mente são as delícias do amor. Eu acredito que meus olhos e ouvidos foram mais divinamente criados que meu sexo? Acho que algumas partes do corpo humano são menos dignas de Deus do que as outras? Por exemplo, meu dedo médio é mais neutro que minha língua?
Parecia que nós dois já tínhamos vivido uma vida juntos. Eu soube de imediato que poderia te amar de corpo e alma.
De qualquer forma, não esquecerei minhas mãos brincalhonas e minhas respostas rápidas e inteligentes. Quando te arranhavas com minhas carícias, estava também rasgando minha alma.
Conversávamos e ríamos juntos e éramos mutualmente prestativos, do amanhecer ao anoitecer. Eramos nós que mandávamos um para o outro pequenos sinais secretos "de coração para coração, por meio de expressões faciais, palavras e olhares e mil gestos amigáveis".
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Meu amigo, PEDRO fez uma listinha dos melhores blogs do ano. O É SOBRE-HUMANO AMAR está na categoria do melhor blog.

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Obrigado!

sábado, 27 de dezembro de 2008

estataopertotaoperto

hoje acordei
hoje acordei quero ser feliz
hoje acordei e quero ser feliz
hoje acordei
hoje acordei não era feliz
hoje acordei e não era feliz
hoje não era feliz como tu.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

.

há dias fico assim,
com letras ao peito, sentado no cinza da tarde.
na espera.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

um. uma.

um silêncio
um segundo
um sorriso
uma ansiedade
uma necessecidade
uma vontade
um perder
um anseio
um querer
uma sensassão
uma recordação
uma transpiração
um menino
uma alma
um momento

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dois Anos

Hoje o É SOBRE-HUMANO AMAR
está fazendo dois anos.
Obrigado por cada um que passa por aqui.

Mil desculpas da minha ausência.
Ultimamante estou sem paciência
...até comigo mesmo.

Inferno Astral
Meu blog é de Sagitário
Eu de Capricórnio.

Enfim...
Um pedaço de rocambole
não gosto de bolos
para cada um de vocês.



Até a próxima!
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falta tempo no meu tempo
falta tempo no meu relógio
falta saco para o tempo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Anônimo mais uma vez respondendo minhas postagens.
Esta aqui é da última postagem. (domingo).

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Anônimo disse...

Busquei em minhas autênticas experiências
Nas gavetas reviradas com abas decoradas
A forma mais doce de sobrevoar o amar
Vi que o ponto de partida sempre nostalgia
Difícil é encontrar um ser cândido como tu
De nada valeria minhas tarimbas apaixonadas
Se o tempo não me segurasse pelo coração
Sei que para ti todo o esqueleto está ruindo
Que tal sentimento está a ficar mais fraco
Está morrendo sem querer ver a morte
Sei que gostaria que com um espinho cravado
Pudesse sugar o sangue o qual daria a ti a vida...
As releituras em seus olhos transcrevem amor
As mais doces intenções são possíveis nele ver
Não quero lágrimas de certezas e nem incertezas
Sei quem representa em incomparável essência
Sei que poderá proporcionar uma das formas
Que procuro encontrar em loucuras de sintonia
Mais doce que sobrevoar é sobre-humano amar
Tenha paciência sólida em rudimentos de água
Cada um tem seu tempo de esquecimento, sim...
Dói o coração saber que você está sofrendo
Por tudo estar acontecendo assim.
02/11/2008 11:22:00

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Fico com as palavras?

domingo, 2 de novembro de 2008

colando com fita-cola

imagino os jardins
plano de fundo
volto a pisar em poeiras
brindo a união desunida
regresso a primeira fila
refrões desafinados
gestos improvisados
palavras cantadas
amizade pura
choro a tua presença
forma de ausência
teu olhar
mais-que-imperfeito
sobre mim
colagens
antigo e recente
me pergunto do futuro
o amanhã eu espero
quem posso querer
não é você
durmo na certeza
não é isto que quero
quero.

Terra do Nunca

Impressionante foi ver como me tocou aquela peça de teatro. Deixou várias idéias a rodopiar em mim. Chocando umas coisas contra as outras. Troçando do meu ar aflito ao tentar ordená-las.
Eu tenho a minha Terra do Nunca, onde eu me refugio com pensamentos furiosos e de queixo enfiado nos joelhos. Tentei encontrar uma explicação racional a dor. No meio da peça diz-se que o mal se encontra um pouco de felicidade neste mundo.
Sei que corro o risco de regressar a minha própria neverland. Olhos brilhantes a menos. Sorriso a menos. Por vezes dói demais ver a falta de certas coisas. A falta de certas coisas. Certas coisas. Coisas. Coisa.

sábado, 1 de novembro de 2008

De Costas Para Parágrafos Anteriores


* Largar diversos fantasmas;
* Desempoeirar os armários;
* Queimar complexos
de inferioridades;
* Cantar refrões duradouros;
* Dançar melodias inofensivas.
...

Morto.

... Confesso. Chorei por horas. Mas tenho que me conformar. Sempre tem que haver uma voz para cortar nosso fiozinho de esperança.
Hoje é dia de finados.
PRESENTEEENHO...
...ganhei do FURANZÃO.
Pessoa que gosto muito.
Obrigado pelo carinho amigão.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

AMOR OU MONSTRO?

SERÁ QUE O AMOR É CAPAZ DE MANDAR MAIS QUE AS NOSSAS PRÓPRIAS VONTADES? ELE CHEGA A SER UM MONSTRO. QUANDO NÃO O TEMOS, FICAMOS DESESPERADOS POR ELE? E QUANDO ESSE MONSTRO APARECE... O ASFIXIAMO NA CONVIVÊNCIA. SERÁ QUE O AMOR NÃO É UMA DOENÇA INCURÁVEL? MAS, ATÉ O COLAPSO FINAL PODE DIZIMAR ALGUMAS VIDAS. A VIDA PRÓPRIA EM ESPECIAL? ACABAR UMA RELAÇÃO É UM ATO DE CORAGEM? NUMA RELAÇÃO QUE SE TORNOU DOENÇA. ENTÃO, SE É DOENÇA, OS SINTOMAS JÁ SE ALASTRARAM SEM PEDIR PERMISSÃO. FORAM RÁPIDOS. É PRECISO. ACABAR ATES DISSO. MAS, PERCEBER TAMBÉM QUE O AMOR NÃO É BEM AQUILO QUE A GENTE SONHA. PODE SER MORTAL. O MESMO QUE É BOM PODE NÃO SER SAUDÁVEL. O AMOR SEJA APENAS UMA BOA MEMÓRIA. FICO PENSANDO NISSO.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bilulix e a Aldeia

estou no tempo da aldeia,
as carnes consevo com sal
bato todas elas
no quintal

Se na floresta
eu encontrar
o Asterix
vou perguntar para ele
do Oberix.

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* Conversa de Brankelix e Bilulix ao telefone.
(fico imaginando você rindo do outro lado da linha... é a minha melhor imagem)

obrigado!

Obrigado,
menino protagonista
de estória alegre
estória de passeio completo
sem falhas na calçada.
Obrigado,
por ouvires
aquela chama
de menino doce
dos olhos tristes.
O mesmo menino
que numa mesa solidária,
de chocolate quente frio,
te fez sair
da tua própria pele
para que pudesses beber
todas as gotas cinematográficas
do teu amor-filme.
Obrigado,
pela elegia que é
também para o menino
doce que não deve
ter os olhos tristes,
mas tuas palavras feitas de açúcar.

ponto parágrafo

esconder-se
entregar-se
acreditar-se
enganar-se

agora desisto.
sempre que eu insisto
eu esqueço que existo

como se fosse possível
fugir para um lugar
que não fosse sempre aqui

chuva.

chuva
lave o medo
embora
apaga o fogo
a chuva
que há do fim
que há em mim
a voz
de quem
tão bem
e fico a ver
a chuva
ouvirá também?

paciência

Paciência
Lenine
Composição: Lenine e Dudu Falcão


Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não...

A vida não pára!...

A vida é tão rara!...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

sintomas

atropelo as palavras
algumas não saem
treme o corpo
acelera o coração
barriga fica fria
sem jeito
sem ação.
sua presença.
na sua presença.

Resposta [ DE UM ANONIMO*] G R I T A R

Um anônimo entrou em meu blog
deixou respostas para a minha postagem de ontem.
Vejam. Leiam. E o que vocês acham?
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G R I T A R
OUÇO

Meu silêncio me incomoda.
FAÇA BARULHO.

GRITAR porque não aprendi.
A ERRAR?
GRITAR porque não vomitei.
NA SARJETA?
GRITAR porque quero existir.
O CORPO ESTÁ PRESENTE, E ALMA, TAMBÉM?

GRITAR de alegria.
DEIXE ME GOZAR?
GRITAR de saudade.
DEIXE ME ABRAÇAR?
GRITAR de medo.
DEIXE ME PROTEGER?
GRITAR de pânico.
DEIXE DIAGNOSTICAR?
GRITAR de pavor.
DEIXE ME EXPLICAR?
GRITAR de amor.
DEIXE ME COMPARTILHAR?

GRITAR com a boca seca de vontade.
QUERES ÁGUA?
GRITAR com a noite me machucando.
QUERES LUZ?
GRITAR com a porta fechada.
QUERES CHAVE?

GRITAR para amarrar a poesia.
DEIXAREI...
GRITAR para avacalhar o alfabeto.
DEIXAREI...
GRITAR para acordar.
DEIXAREI...

GRITAR pelas verdades.
AFIRMO!
GRITAR pelas mudanças.
AFIRMO!

GRITAR pela sorte.
PRESENCIAREI DE CAMAROTE.
GRITAR pela vida.
PRESENCIAREI NA ARQUIBANCADA.
GRITAR pela excitação.
PRESENCIAREI DE DENTRO.
GRITAR pela desistência.
PRESENCIAREI DO LADO DE FORA.
GRITAR pela hipocrisia.
PRESENCIAREI DE MÃOS DADAS.
GRITAR pela necessidade.
PRESENCIAREI!

GRITAR pelo machucado.
CUIDO.
GRITAR pelo silêncio.
FAÇO BARULHO JUNTO.

Eu grito.
EU OUÇO.
Me beija.
AGORA.
Eu calo.

EU OBSERVO.* O QUE + PRECISA?
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O que eu fiz depois que li o comentário?
Abri a janela do meu quarto...
e soltei um grito.
Você [Pessoa Anônima] ouviu?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

G R I T A R

Meu silêncio me incomoda.

GRITAR porque não aprendi.
GRITAR porque não vomitei.
GRITAR porque quero existir.

GRITAR de alegria.
GRITAR de saudade.
GRITAR de medo.
GRITAR de pânico.
GRITAR de pavor.
GRITAR de amor.

GRITAR com a boca seca de vontade.
GRITAR com a noite me machucando.
GRITAR com a porta fechada.

GRITAR para amarrar a poesia.
GRITAR para avacalhar o alfabeto.
GRITAR para acordar.

GRITAR pelas verdades.
GRITAR pelas mudanças.

GRITAR pela sorte.
GRITAR pela vida.
GRITAR pela excitação.
GRITAR pela desistência.
GRITAR pela hipocrisia.
GRITAR pela necessidade.

GRITAR pelo machucado.
GRITAR pelo silêncio.

Eu grito.
Me beija.
Eu calo.