sábado, 7 de junho de 2008

Insônia Que Fica

Trocamos presentinhos. Fazia tempo que eu não praticava isso. Tomei um banho rápido. O passarinho cantou desejando-me boa noite. E cantará desejando-me um bom dia/boa tarde, dependendo da hora que será acordado. Afinal de contas, já são quatro da manhã. A rua está tão deserta. Silenciosa. Vou entrar para dormir. Entro em casa, subo até o meu quarto. Olho pra minha cama e vejo que estás aqui preso. Quando eu for deitar vou querer revê-lo. Só em outro momento vou querer tirar você de onde tu estás. Amanhã o que comeremos, salmão? Saladas? Chega de salmão e saladas. À noite te levarei para conhecer a Serpente. Acho que você vai gostar. E eu também. Daqui a pouco a gente volta a conversar.


Por que será que estou dando festa dentro de mim?
Não é época de amor.
O menino-poeta esqueceu-se de rimar com o coração.
Quando a felicidade bater em minha porta.
Não estarei em casa.
Sairei.


Acho que foi um sorriso.
Foi isso.
Um sorriso.



É irreversível o caminho pra ti.
Vão absorvendo na ausência dos dias.


Eu pegava em ti e apenas ia.
Não interessa aonde.
Apenas ia.


Fé e orgulho desmedido em ti.

Nada.
Nada.
Nada.
Nem quero ser
Nada.

Eu quero licença para dormir.

04:24

4 comentários:

Pedro disse...

E não é bom ter festas interiores?!

DO disse...

Talvez pq vc esteja bem consigo mesmo?

Luifel disse...

Sabe, eu é q to precisando dar uma festa interior, talvez me faça bem...

Abç

Tony disse...

desde que a festa nunca seja silenciosa ;)

abraços!