quarta-feira, 23 de abril de 2008

Quase.


Enquanto me perdi de mim...
Olhava no escuro do meu quarto
quase fechado
uma janela
quase fechada
Num canto.
Uma janela sem estilo
A persiana estava aberta
Era apenas um cobertor
que fingia ser o que não era
Tal como eu
Sentado no canto, cabeça entre as pernas
Assim estava eu.
Olhando no quase escuro do meu quarto
quase fechado
A cabeça cheia de tudo e de nada
Muitas desesperanças
Muita dor.
O peito doía tantas vezes
numa angústia que eu julgava ser normal
Mas o que é ser a normalidade?
O que vem a ser? O que é ...?
Não sou eu, nem quero ser
Mas aquela angústia
aquela porra daquela angústia... Porra!
Dói em mim
Ainda dói ao pensar
A claridade estava lá fora
mas eu
naquela angústia
não a queria deixar entrar
Se me tivesses estendido a mão logo
... se ... se...

9 comentários:

Jana disse...

e a gente vez enquando finje ser o que não é...

beijos

edu disse...

Nessas horas ajuda dar um bom berro! :-)

Beijo!

Daniella Ricciardi disse...

Puxa... adorei seu blog.. Vc tem uma sensibilidade infinita pra escrever.. Parabéns...

Teresa disse...

ahhhhhh

as coisas sempre podiam ser tão diferentes se algumas pessoas resolvessem mesmo dar uma mãozinha antes...

=*

Pedro disse...

Odeio ficar angustiado.

sieger disse...

Linda foto...
vc poderia criar um flickr com elas!

Luifel disse...

E ae kra blz? Curti seu blog pra caramba meu! Tu tem dom pra escrever kra! Mto bom mesmo o seu blog kra.

Qdo puder, aproveita e da uma passada pelo meu blog, ta nascendo, mas vou amadurecer ao longo do tempo minha forma de escrever e me expressar.

Abç vei!

Georgia disse...

Todo mundo tem dias de horror.

Espero que seu fim de semana seja melhor.

Abracos e obrigada pela visita

Lidiane disse...

Sabe, querido.
Não quero viver mais de quase, nem de se.
Quero viver o agora, todo dia, toda hora.
Deliciosamente.

Beijoca.